O deslizamento de terra que matou três pessoas da mesma família domingo à noite, na rodovia Rio-Teresópolis, alterou o plano emergencial da concessionária (CRT) que administra a estrada. O gerente de marketing da CRT, Pedro Lancastre, admitiu ontem a O DIA que a via será fechada sempre que o índice pluviométrico, que mede a intensidade das chuvas, atingir níveis acima do tolerável, devido ao risco de desmoronamentos. Ontem, geólogos e técnicos da Defesa Civil e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) adiaram mais uma vez a reabertura da estrada, fechada desde o acidente, com previsão de reabrir hoje em meia pista, no sistema pare e siga.
Na noite do acidente, o Inmet registrou 71 mm de chuvas em 45 minutos no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, por onde passam 15 quilômetros da rodovia. Segundo o instituto, a pluviometria classifica como temporal quando chove acima de 60 mm no período de uma hora. “Já fechamos a estrada em outras ocasiões quando, por exemplo, a serração ameaçou a visibilidade”, disse Lancastre.
A ANTT afirmou em nota, no entanto, que o trecho onde aconteceu o deslizamento não era considerado de risco e que o problema no local estaria ligado à drenagem — escoamento da água em excesso pelos dutos e calhas na encosta —, não à contenção — obras como muros e barreiras para evitar o deslizamento de terra. Segundo a agência, a necessidade de drenagem por excesso de chuva é imprevisível e, nesse caso, ninguém poderia ser responsabilizado. “O deslizamento foi de pequenas proporções, o problema ocorreu com árvores de grande porte e pedras que foram carreadas pelas águas para a pista”, diz a nota.
Fonte: O Dia
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